Pânico

José Horta Manzano

O coronavírus, um bichinho incômodo importado da China, tem dado dor de cabeça às autoridades sanitárias do mundo todo. A palavra pânico está voltando à ordem do dia.

Embora seja atualmente usado quase somente como substantivo, pânico entrou na língua como adjetivo. Como tantas outras palavras, nasceu no grego e viajou até nós através do francês.

Pânico refere-se ao deus grego Pan, protetor dos rebanhos e dos pastores. Ele é frequentemente representado como criatura fantástica, meio homem, meio bode. Diz a lenda que assustava e desorientava os que se aproximassem com os ruídos estranhos e fortes que emitia. Quem o ouvisse se sentia perdido, desorientado, assustado. Entrava em medo pânico (=medo de Pan).

Na língua francesa, a palavra continua sendo usada como adjetivo. Ainda se diz peur panique (=medo pânico). Eles têm também o verbo paniquer (=panicar), muito últil, mas que nossos dicionários ainda não abonam.

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